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Rede do Afeto

 

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Afetividade

 

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Primeira página

Afetividade

Bondade e compaixão

Aspectos científicos

da afetividade

A compaixão pelo

enfoque budista

Artigos

Áudio

"As palavras

sem afeto nunca

chegarão aos

 ouvidos de Deus."


(William Shakespeare)

 

 

 

No link ÁUDIO você pode  ouvir 63 faixas contendo:

- Exercícios de relaxamento com

visualizações benéficas.

- Mensagens para viver melhor.

- Música relaxante.

 

 

Afetividade

(Extraído do opúsculo Agenda Mínima para Evoluir, de Saara Nousiainen)

 

As manifestações do amor são tão infinitas, desde as mais primárias até às mais elevadas, que fogem ao nosso entendimento. Na verdade sabemos teorizar o amor, mas não o conhecemos em sua plenitude. Por isso comecemos pela afetividade, como valor principal, porque se nos habituarmos a vivenciá-la, estaremos dando passos importantes para o desenvolvimento do amor mais pleno em nós.

Sabemos que nossas palavras, sentimentos e ações são fortemente influenciados pelos nossos estados de espírito, pelo nosso “clima interior”. Assim, cuidando desse “clima”, estaremos facilitando sobremaneira a vivência de atitudes mais condizentes com o conhecimento espiritual que já alcançamos e com o nosso momento evolutivo.

Pense agora em quais situações (na sua vida) um estado de espírito afetivo pode induzir a atitudes mais condizentes com os valores evolutivos que buscamos desenvolver.

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Num seminário sobre perdão e auto-perdão o médium e orador Divaldo Pereira  Franco disse:

“Dois físicos quânticos de renome estabeleceram que quando nós amamos, produzimos moléculas, micro-partículas que podem ser semelhantes a fótons e vitalizam-nos a corrente sanguínea, e quando odiamos, quando nutrimos raiva ou mágoa, geramos micro-partículas semelhantes ao elétron, e elas destroem nosso sistema imunológico, e nós adoecemos”.

O Dr. Mark Cleland, da universidade de Harvard, diz que "os derivados do amor produzem linfócitos que sustentam a vida", e que o otimismo nos ajuda a viver.

Nos últimos anos as pesquisas científicas vêm demonstrando a eficiência de valores como o amor e o perdão na geração de saúde e bem-estar. Percebemos então como os ensinamentos dos grandes Mestres, e no nosso caso, no mundo ocidental, os de Jesus, assumem novas feições sob a ótica dessas descobertas e constatações científicas. Já podemos começar a deixar de vê-los apenas pelas vias do misticismo, pois nos surgem agora na condição de cientistas cósmicos, de Mestres que vieram nos ensinar a perfeita ciência do bem-viver. Suas lições já podem deixar de representar aqueles chavões com cheiro de obrigação religiosa ou caminho para o Céu, surgindo em toda a sua plenitude como verdades que, obedecidas, promovem o bem-estar da criatura e o seu crescimento como ser cósmico e eterno.

Então, é possível perceber nos meandros dessa transição do nosso planeta para um modelo melhorado, um novo conceito: o do Cristo cientista. Não um Jesus que veio para criar uma religião e ser idolatrado, mas o grande conhecedor das leis universais que nos ensinou como devemos viver e agir para o nosso próprio bem-estar. Perdoar, amar, ser fraterno, pacífico, mais que preceitos religiosos são fatores de saúde física e psíquica, porque geram energia psíquica positiva, de boa qualidade. São também fatores de prosperidade material, até o ponto em que a programação de vida do ser lhe permita, porque a pessoa que se habitua a desenvolver vibrações de elevado teor gera uma presença agradável, que lhe abre muitas portas.

Em verdade, há dentro de nós um universo de conhecimentos a serem buscados, de capacidades, aptidões e possibilidades infinitas que poderão nos conduzir a patamares evolutivos mais compatíveis com as características de um novo tempo.

Apresentamos então a afetividade como o primeiro ponto, o primeiro dos valores essenciais a ser considerado, não só pelos atributos já identificados, mas também por fornecer conteúdo ou alicerce para os demais valores crescerem e se firmarem em nossa intimidade.

Mas não é fácil desenvolver afetividade, por isso é necessário exercitá-la continuamente, a fim de criar condicionamento. Quando conseguirmos estar sempre atentos para gerar afetividade, esse valor começará a fazer parte do nosso psiquismo e emoções. A grande dificuldade, no entanto, está em nos lembrarmos sempre desse propósito.

Para solucionar essa questão pode-se utilizar alguns recursos, tais como:

1 – Programar o celular, o computador, ou um relógio para emitir algum som, por exemplo, a cada meia hora, e sempre que escutá-lo, desenvolver um estado interior de afetividade.

2 – Colocar pequenos lembretes em alguns locais. Com um pouco de criatividade consegue-se isto facilmente.

3 – Adquirir um bracelete, um colar ou algo semelhante para, ao percebê-lo ou senti-lo, lembrar-se de exercitar afetividade.

Se prestarmos atenção, podemos perceber quão infinitas vezes em nosso cotidiano podemos usar de afetividade. Por exemplo, quando vemos uma pessoa feia ou desagradável é natural nos colocarmos internamente em posição superior a ela. Mas se a olharmos com olhar afetivo, pensando nas imensas dificuldades que deve enfrentar por causa da sua condição, lhe enviaremos uma vibração de simpatia, de fortaleza, de soerguimento.

Da mesma forma, ao nos depararmos com um tipo mau, repugnante ou facínora, pelo olhar afetivo veremos que seu espírito é da mesma essência que o nosso, e que ele apenas está vivenciando fases primárias em suas experiências evolutivas, em patamares ainda degradantes, mas que um dia sua luz interior irá iluminá-lo por completo, assim como acontecerá também com nós outros. Então lhe enviaremos uma vibração de afeto e de indução ao bem.

Quando conseguirmos perceber as profundas implicações no uso da afetividade em nosso cotidiano, tornando-a atitude predominante, poderemos também observar como o nosso interior mudou, iluminou-se.

 Sente-se afeto em várias modalidades:

a) por si mesmo;

b) por pessoas que correspondem a esse sentimento na mesma medida. Esse é o afeto das trocas, portanto, egoísta;

c) por pessoas ou alguma comunidade eletiva, como por exemplo, a religiosa. Esse ainda é um afeto egoísta, porque existe em razão de trocas;

d) por tudo e todos de forma indiscriminada, assim como as águas de uma fonte que jorram, sem pedir nada em troca. Esse é um afeto não egoísta. É abrir o coração para uma terna vibração, que traz em seu bojo a alegria. É olhar com carinho para o cachorro “vira-latas”, abandonado, sarnento, como se estivesse vendo uma flor.

 E lembramos que a afetividade e muitos outros valores podem ser desenvolvidos através de exercícios, como, por exemplo, o seguinte:

Imagine a atmosfera em torno de si carregada de energia luminosa. Respire essa energia algumas vezes, calma e profundamente, procurando não pensar, apenas prestando atenção à respiração e ordenando a si mesmo que deve relaxar.

Quando sentir-se bem relaxado pense em alguém a quem você ama, ou já amou, com muita ternura. Deixe essa sensação gostosa de carinho tomar conta de você, espalhar-se por seu corpo, envolver sua alma, criando uma ambiência interna de afeto.

Direcione essa emoção afetiva para si mesmo: seu corpo, sua alma, seu espírito.

Em seguida direcione-a para fora de si, para o seu ambiente. Sinta afeto pela roupa que está vestindo, pela cadeira, sofá ou cama em que está repousando; pelo aposento em que se encontra. Deixe essa emoção afetuosa espalhar-se em todas as direções, envolvendo nessa vibração tudo e todos, sem qualquer discriminação.

Formule então com clareza e precisão a seguinte idéia, procurando senti-la intensamente: meu coração está cheio de afeto; todo o meu ser está envolvido em vibrações de afeto.

Repita várias vezes essa afirmativa, sentindo-a profundamente, impregnando-a com o próprio potencial emocional, fazendo com que penetre em cada célula do corpo. Sinta fixar-se nas profundezas do EU a afetividade pura, aquela que não discrimina.

E sempre que lembrar faça algumas respirações profundas para harmonizar seus ritmos internos e “sinta” um estado de afetividade em todo o seu ser.

Pode-se também estabelecer determinados momentos para exercitar a afetividade, tais como, durante o banho e as refeições, à hora de dormir e antes de levantar. São momentos em que ocorre maior desligamento do corre-corre do cotidiano, facilitando a introjeção de amorosidade nos sentimentos.

Nesses momentos fica mais simples desenvolver um sentimento de afeto por si mesmo, direcionando-o para os pés, as pernas, os quadris, lembrando o quanto eles são importantes. Da mesma forma, visitar com muito carinho o abdômen e o tórax com seus órgãos internos, e assim por diante até amar todo o corpo, conscientemente. Depois, sentir amor pela própria alma, pelo espírito, por todo o ser. E assim, envolvido nessas vibrações de luz, direcionar essa sublime emoção para  o ambiente em torno; levá-la mentalmente a se espalhar em todas as direções, envolvendo nessa vibração tudo e todos, sem qualquer restrição.

Durante o banho pode-se mentalizar a energia da água a lavar também os resíduos energéticos negativos aderidos ao corpo espiritual, substituindo-os por amorosidade.

Outra forma muito importante para desenvolver amorosidade é olhar para alguém e envolvê-lo numa vibração de afeto, de carinho. Isto podemos fazer sempre, em todos os momentos em que houver pessoas ao alcance da nossa visão. Mas não devem ser apenas os seres humanos os objetos da nossa afetividade e, sim, tudo que vive e até mesmo os inanimados, porque o amor é um poder que se irradia, sem escolher alvo.

Quando assumimos um estado de espírito afetivo, nos tornamos pessoas mais brandas, pacificadoras, propensas à alteridade e com mais facilidade para desenvolver a humildade.

Para ler e memorizar:

Se eu assumo um estado de espírito afetivo, eu me torno uma pessoa afetiva, pacificadora, propensa à alteridade e com maior facilidade para desenvolver a humildade.

A afetividade relaxa.

 

 

 

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